“Pense uma coisa bem boa, que num instante você voa…”

Eu não sei se vocês se recordam daquele famoso trecho da canção do filme animado da Disney, Peter Pan, que diz assim “Pense uma coisa bem boa, que num instante você voa…”, é exatamente isso que um jovem adulto conseguiu fazer ao se deparar com o desafio que é o Ballet Fly. E o melhor: é tudo colorido, agitado e com resultados não só no físico, mas também no interior. Legal, né?

Confesso que antes do Ballet Fly, como um calejado esgrimista e cavaleiro desde criança, nunca me imaginei fazendo algo no ar, ainda mais em tecidos acrobáticos, pra mim o chão sempre foi mais seguro (ou no caso dos cavalos, algo que me conecta ao chão). Sempre que via a prática meu primeiro pensamento era: “…e meu medo de altura? E a flexibilidade que é quase zero?”, entre outras mil questões que surgem na cabeça quando a gente se depara com a beleza estética de um ser humano fazendo figuras num tecido colorido. Mais do que isso, você já imaginou se uma atividade dessas fosse acompanhada por Ballet? Por essa nem mesmo Billy Elliot esperava!

Na minha primeira “aventura” pelo Ballet Fly, a sensação de insegurança ao subir no Columpio era tamanha, mas aí a instrutora me certificou “você NÃO vai cair”. Aprendi a fazer a tal da trava e aí, beleza… INVERSÃO! E é um mundo novo quando você vira de ponta cabeça, o sangue ferve, a adrenalina aumenta e a vontade de continuar aparece e aí fica difícil não querer mais. Tá bom, a primeira vez eu gritei “tá tudo girando” e mal sai do lugar, hoje isso parece piada. Mas aí vem a história do equilíbrio, princípios importantes do Ballet Fly e também do Pilates.

Apaixonado por Ballet e pelo Pilates, logo na primeira aula eu notei que o diferencial do Fly (como a gente chama com carinho) estava justamente em juntar os ingredientes de atividades, até então inexploradas por mim, que seria impossível não me apaixonar pelo método.

Ele foi criado por Leticia Marchetto, sócio-fundadora do Studio Let’s Pilates, exatamente pensando na fórmula mágica de juntar modalidades funcionais a um pouco de estética e com o tempero especial do circo. Cada aula possui um foco, um ritmo diferente, e até mesmo um tema. E não tem como você não se identificar com pelo menos um aspecto. As instrutoras, são sempre empenhadas, não só em ensinar, mas como em desafiar você a seguir em frente. O foco? A espantar o medo. Porque o maior desafio do nosso instinto é o medo. É ele quem trava nossa consciência, deixando a gente com aquele ar de “eu nunca vou fazer isso”, mas o Ballet Fly surgiu como uma chave para abrir a porta do labirinto e soltar o meu instinto para que ele aprendesse a dançar (e um plus: a voar). E quando a gente dança e voa, o medo se torna tão pó quanto breu e quando você começa a perceber seu corpo mais forte, torneado e flexível (sim, haja alongamento!), muitas coisas passam a fazer sentido, como por exemplo, o contato com a pessoa mais importante pra você: você mesmo. Não é preciso ir muito longe como Peter Pan, basta agendar um horárioPense uma coisa bem boa, que num instante você voa que seja bom pra você exercitar esse desafio.

Bora pras aulas, pessoal?

Raoni Ferreira

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Nota sobre o autor

Se você é nosso aluno ou já entrou em contato conosco para pedir informações, provavelmente já conhece o Raoni. Se ainda não o conhece, quando nos visitar e encontrar um rapaz super agradável, estiloso e bem humorado na recepção do Studio, saberá que é ele. Não tenha dúvidas: é o Raoni! Nem todo mundo sabe, mas ele também pratica Ballet Fly – e adora as aulas da Lari.

Outro dia estava contando o tanto que já progrediu e o quanto está feliz com o método. Então, pedi que ele escrevesse um texto. Foi assim que ele escreveu o “Pense uma coisa bem boa, que num instante você voa…”, um texto curto, rápido e muito original, como só o Raoni poderia escrever!

Letícia Marchetto – Ballet Fly

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